08 junho 2017

Todos sabem que as tarifas de luz vêm subindo em todo o Brasil. Entre janeiro de fevereiro de 2015 a ANEEL autorizou 58 das 63 distribuidoras de energia elétrica a reajustar as tarifas cobradas.

Foi aprovado o reajuste de 39,5% nas contas de luz de 118 cidades do Rio Grande do Sul e em outras regiões o ritmo segue no mesmo caminho. Algumas pessoas já estão usando a energia solar par reduzir a conta de luz.

 

 

Além do aumento da tarifa, há também o aumento da taxa extra das bandeiras tarifárias. Estas novas tarifas entram em vigor já nesta segunda-feira, dia 02 de março. Em caso de bandeira vermelha, que vigora atualmente em todo país e sinaliza que está muito caro gerar energia, passará a ser cobrada nas contas de luz uma taxa extra de R$ 5,50 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) de energia usados, aumento de 83,33% em relação aos R$ 3 cobrados entre janeiro e fevereiro.

 

Mas, pra que servem estas bandeiras tarifárias e o dinheiro arrecadado com isto vai para onde?

Os recursos arrecadados via bandeiras vão cobrir o custo extra pelo uso mais intenso no país de termelétricas (usinas movidas a combustíveis como óleo e gás e que geram energia mais cara), além da compra, pelas distribuidoras, de energia no mercado à vista, onde o preço também é mais alto.

Muitas pessoas, por todo o país, estão procurando meios de reduzir a conta de luz: utilizando lâmpadas de LED, eletrodomésticos e eletroeletrônicos mais econômicos, paredes de vidro, janelas mais compridas.

Em muitos lugares do Brasil, a energia solar é captada por placas fotovoltaicas para aquecer água, mas em João Pessoa um projeto piloto está usando as radiações solares para converter a energia solar em energia elétrica. Não é necessário o calor, e sim a luz do dia.

 

 

Este projeto piloto da Companhia de Habitação Popular do Estado, na periferia de João Pessoa, tem uma característica pioneira. O consumidor usa o que produzir em casa e pode vender o excedente. A concessionária não pagará esta energia com dinheiro em espécie, mas sim com descontos nas contas de luz com o mesmo CPF cadastrado, mesmo sendo em outro endereço.

A energia é captada pelos painéis solares, passa pelo micro inversor, que converte em energia elétrica, e pode ser usada na casa, e o que não for utilizado vai diretamente para a rede elétrica da distribuidora de energia.

A média de consumo de uma família de baixa renda de João Pessoa é de aproximadamente 100 Kw por mês. Este sistema produz em média 80 Kw no mesmo período. Sendo assim, o consumidor pagaria apenas 20 Kw, dando uma bela economia.

 

 

A ideia do governo paraibano é implantar este sistema nas moradias populares que forem construídas pelo Programa Minha Casa Minha Vida a partir de agora. O preço de custo para implantação deste sistema está em quase R$ 6.000,00 em cada casa, mas pode ser barateado se o projeto for expandido para outras localidades, podendo baixar para até R$ 2.500,00.

Esta é uma energia limpa, e com o aumento da tecnologia, tem se tornado mais e mais barato. Mesmo assim, ainda não é muito viável para quem não se enquadra nos critérios deste programa. Independentemente deste serviço ser instalado por este projeto ou contratado particularmente, a concessionária de energia precisa ser informada e fará uma vistoria e análise em cada projeto.

Enfim, temos que encontrar um jeito de economizar, e tem que ser em tudo: água, luz, dinheiro…

Enquanto isto, estudamos ainda mais para reduzir os custos para produção de equipamentos que convertam energias renováveis em outras que usamos mais rotineiramente.

 

Fonte: Blog da Engenharia